domingo, fevereiro 28, 2010

Get back inside the box!

Andava na primária. Vamos fazer um jogo, diz a professora. O "jogo" consistia em imaginarmos que tinham passado 20 anos, íamos na Rua de Sto. António (equivalente farense à Rua Augusta), e por coincidência nos cruzavamos com ela. Um a um, a professora "encontra" os antigos alunos e a pergunta repete-se: então, o que é que fazes agora? Médica, professora, engenheiro, veterinária, enfermeira... todas as profissões que eu conhecia repetidas por, pelo menos, 3 pessoas diferentes. Eu fiquei para o fim. Ah, tenho uma lojinha ali ao fundo (afinal, se fossemos todos médicos, não haveria emprego para todos, não é?)
O esgar, o riso, a pergunta. Ai é? Só isso? Não querias mais?
A minha Barbie era morena.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Peixinhos às voltas num aquário - revisited

Boa tarde, era um bilhete para o mundo onde só conhecemos um lado de cada história. Só têm até aos 12 anos? Ah... obrigada na mesma.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Natal no país das Batatas

No país das batatas os gatos reproduzem-se na parte de trás das casas e escondem-se nas pedras dos muros das quintas. Por qualquer motivo que me transcende, são quase todos brancos.
No país das batatas, o almoço é ao meio-dia, e é cozinhado todo no mesmo tacho. As batatas são do quintal, o azeite é do lagar do sr. qualquer-coisa, o vinho "deixa cá ver como ficou este ano" e o queijo é do intermarché.
Os veterinários servem para vacinar vacas, médicos só indo à cidade.
Dá jeito saber ler para o banco não nos enganar e para ver as legendas da televisão.
No país das batatas não há cá éticas nem estéticas.
As batatas nascem da terra e as galinhas metem-se na canja e são bem boas.

Não estou a desdenhar desses sítios, mas eles desdenham de mim.
Eu só sei tocar piano e falar francês.

sábado, dezembro 19, 2009

Cheira a natal.
Cheira a quando eu era pequenina no verão, na casa de férias da minha tia-avó e me deram uma escova de dentes cor-de-rosa com um passarinho.
Cheira a verão.
Cheira à casa da minha avó, à casa dos meus pais, à casa da martina, à casa da costa, à casa de cabanas, à minha casa e à tua casa.
Cheira a batatas fritas. Outra vez.
Cheira à visita de estudo do 9º ano ao porto, naquela pensão que tinha pulgas e da qual mesmo assim iamos sendo expulsos.
Cheira a paris. (a micas cheira a paris)
Cheira a quando andávamos no ciclo e íamos no fim do verão ver as turmas e ficavamos horas a comer batatas fritas no papa 24 e a beber batidos e a dizer parvoíces. (o papa 24 cheira mal)
Cheira à minha gata. (a minha gata cheira a almofadas e cobertores fofinhos)
A minha almofada cheira a ti. (em lisboa, aqui não)

sábado, novembro 07, 2009

A verdade sobre a Cinderella

Toda a gente conhece a história. O que muita gente não sabe é que a Disney adulterou quase todas as histórias (basta comparar a pequena sereia da Disney com a pequena sereia original de Hans Christian Andersen).

A verdade sobre a Cinderella é que as irmãs não eram más para ela por ela ser mais bonita do que elas (ela nem era bonita); elas eram más porque simplesmente se sentiam importantes ao serem más. E eu nunca vi ratinhos cantar. Os ratinhos estavam simplesmente lá e faziam-lhe companhia quando ela se sentia triste.
Quem cantava eram as irmãs e a madrasta. Faziam uma rodinha à volta dela e cantavam coisas maldosas.
E nada disto tinha nada a ver com o príncipe, aliás, não havia príncipe nenhum.
O que aconteceu, foi que um dia de facto apareceu a fada madrinha e deu à Cinderella um vestido bonito e uns sapatos a condizer. Fez-lhe crescer o cabelo, lavou-lhe a cara com pózinhos mágicos, destrancou a porta e transformou a madrasta e as irmãs em sapos.
Assim que se apanhou de porta aberta (e agora que não tinha vergonha de ser vista na rua), a Cinderella fugiu e foi para uma terra muito, muito longe, onde ninguém soubesse quem ela tinha sido, nem o que as irmãs lhe tinham feito.
Nessa terra (aí sim) havia um príncipe, que ao vê-la (agora sim) tão bonita, se apaixonou por ela.
Então a Cinderella casou com o príncipe e dedicou o resto da vida à medicina veterinária em memória aos ratinhos que tinham estado sempre lá para ela na maldita casa da madrasta.

segunda-feira, julho 13, 2009

Verão

"Nunca sabemos à partida qual é a última vez que vamos estar com alguém, e no fundo, essa vez não é diferente de todas as outras despedidas temporárias; simplesmente permanece eternizada como a última vez.
Mostrei o meu mais largo e genuíno sorriso, enquanto cruzei o olhar com a minha Primavera pela última vez."

terça-feira, maio 12, 2009

quinta-feira, outubro 23, 2008

Rebuçados azuis

Aí há tempos fui à caixa buscar um rebuçado e saiu-me um amarelo. Há que tempos que não comia rebuçados amarelos!

quinta-feira, maio 01, 2008

Handicap

Ás vezes gostava de saber desenhar; mas como não sei posso sempre recortar muitos desenhos diferentes e dispô-los de maneira a dizerem aquilo que eu quero.
É esta a minha desculpa para encher o meu buraco de citações e transcrições quando as coisas não correm da maneira certa para eu saber escrever.
Talvez um bocadinho à maneira do coisasaleatorias, mas de modo a que, para mim, não sejam aleatórias.

Retrato de uma princesa desconhecida

Para que ela tivesse um pescoço tão fino

Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule

Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos

Para que a sua espinha fosse tão direita

E ela usasse a cabeça tão erguida

Com uma tão simples claridade sobre a testa

Foram necessárias sucessivas gerações de escravos

De corpo dobrado e grossas mãos pacientes

Servindo sucessivas gerações de príncipes

Ainda um pouco toscos e grosseiros

Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente

Para que ela fosse aquela perfeição

Solitária exilada sem destino


Sophia de Mello Breyner

terça-feira, abril 29, 2008

Um dia fui ao médico e disse: sr doutor, ando com uma sensação estranha aqui e aqui. Não é bem doer, por isso não deve ser nada, mas veja lá.
O médico olhou para mim, examino-me assim por alto como quem tem pressa de ir para casa e disse que eu estava muito doente. A partir desse dia passou a doer-me e tive febre.

segunda-feira, abril 28, 2008

Um ovo é sempre um ovo; não deve ser levado demasiado a sério.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

A melhor das conversas.


(mesmo assim)

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Quero Bolo de Chocolate!

domingo, dezembro 02, 2007

No dia em que a minha bolha se confundiu com o outro lado da Lua

Tocam-se, por momentos, confundem-se. Polui-se a minha pequena bolha, mas apenas o suficiente para limpar a lua nova de volta a um ténue quarto crescente que desafia as leis da física. Ah, mas nunca se hão-de misturar! Quero a minha bolha bem no meio de lado nenhum!
Será que isto sempre foi a minha maneira de rir de tudo?




Não digam a ninguém, que eu sou demasiado orgulhosa, mas às vezes tenho saudades minhas...shhh

segunda-feira, outubro 08, 2007

Era uma vez uma estabilidade pessoal precária e cobarde, de quem só abre os olhos para o que quer ver.
Era uma vez coisas por dizer, coisas por resolver, coisas por perguntar e por responder...
E era uma vez um oásis mais papista que o papa, regradamente desregrado para não cair nessas mesmas coisas. Como quem dobra cuidadosamente uma t-shirt numa Berska em saldos.

sábado, agosto 18, 2007

Às vezes sou tão genial; pena que não deixe ninguém dar por isso.

terça-feira, julho 24, 2007

Sacudir - Este sítio cheira a mofo!

Este buraco fugiu á essência de tudo; prendeu-se e enrolou-se sobre si próprio e deixou de fazer sentido, no sentido em que eu procurei que ele fizesse sentido e isso não faz sentido nenhum.
Isto só faz sentido se eu me estiver a cagar para o sentido que faça.
Posso dizer isto? E aquilo? Esta palavra específica vai soar a alguma coisa que eu não queira? A censura foi abolida no 25 de abril, caramba!
Esta personagem não tem assunto; já alguém a matava.
Esta personagem é cobarde: não publica posts em branco, não publica posts em preto, e muito menos publica posts preto no branco.
Esta personagem é uma nulidade.
Esta personagem não existe.

Eu não me chego, e muito menos me chega uma das minhas faces mutáveis, amarrada a conceitos que eu mesma criei numa tentativa de corresponder á ideia que eu tenho da ideia que os outros têm seja lá sobre o que for.
Eu, eu, eu. O post mais egocêntrico de sempre.
Pois EU quero engolir o mundo, por muito que não tenha estômago nem fome. (ainda me engole o mundo a mim!)



"Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi. "
P.S. - Isto é só fogo de vista! (lol)

segunda-feira, julho 16, 2007

Game Over
Press Esc

segunda-feira, julho 09, 2007