terça-feira, abril 29, 2008

Um dia fui ao médico e disse: sr doutor, ando com uma sensação estranha aqui e aqui. Não é bem doer, por isso não deve ser nada, mas veja lá.
O médico olhou para mim, examino-me assim por alto como quem tem pressa de ir para casa e disse que eu estava muito doente. A partir desse dia passou a doer-me e tive febre.

segunda-feira, abril 28, 2008

Um ovo é sempre um ovo; não deve ser levado demasiado a sério.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

A melhor das conversas.


(mesmo assim)

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Quero Bolo de Chocolate!

domingo, dezembro 02, 2007

No dia em que a minha bolha se confundiu com o outro lado da Lua

Tocam-se, por momentos, confundem-se. Polui-se a minha pequena bolha, mas apenas o suficiente para limpar a lua nova de volta a um ténue quarto crescente que desafia as leis da física. Ah, mas nunca se hão-de misturar! Quero a minha bolha bem no meio de lado nenhum!
Será que isto sempre foi a minha maneira de rir de tudo?




Não digam a ninguém, que eu sou demasiado orgulhosa, mas às vezes tenho saudades minhas...shhh

segunda-feira, outubro 08, 2007

Era uma vez uma estabilidade pessoal precária e cobarde, de quem só abre os olhos para o que quer ver.
Era uma vez coisas por dizer, coisas por resolver, coisas por perguntar e por responder...
E era uma vez um oásis mais papista que o papa, regradamente desregrado para não cair nessas mesmas coisas. Como quem dobra cuidadosamente uma t-shirt numa Berska em saldos.

sábado, agosto 18, 2007

Às vezes sou tão genial; pena que não deixe ninguém dar por isso.

terça-feira, julho 24, 2007

Sacudir - Este sítio cheira a mofo!

Este buraco fugiu á essência de tudo; prendeu-se e enrolou-se sobre si próprio e deixou de fazer sentido, no sentido em que eu procurei que ele fizesse sentido e isso não faz sentido nenhum.
Isto só faz sentido se eu me estiver a cagar para o sentido que faça.
Posso dizer isto? E aquilo? Esta palavra específica vai soar a alguma coisa que eu não queira? A censura foi abolida no 25 de abril, caramba!
Esta personagem não tem assunto; já alguém a matava.
Esta personagem é cobarde: não publica posts em branco, não publica posts em preto, e muito menos publica posts preto no branco.
Esta personagem é uma nulidade.
Esta personagem não existe.

Eu não me chego, e muito menos me chega uma das minhas faces mutáveis, amarrada a conceitos que eu mesma criei numa tentativa de corresponder á ideia que eu tenho da ideia que os outros têm seja lá sobre o que for.
Eu, eu, eu. O post mais egocêntrico de sempre.
Pois EU quero engolir o mundo, por muito que não tenha estômago nem fome. (ainda me engole o mundo a mim!)



"Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi. "
P.S. - Isto é só fogo de vista! (lol)

segunda-feira, julho 16, 2007

Game Over
Press Esc

segunda-feira, julho 09, 2007

sexta-feira, julho 06, 2007

Um dia acordo e descubro que já não serve.
Cantar e tocar estão fora de questão. Tento desenhar, e saem espirais tortas das minhas mãos incapazes.
Quero fundir-me com as palavras e perder-me nelas, para que possam explicar tudo o que vejo e sinto e cheiro e quero e sou.
Para que me sejam, e me expliquem elas a mim.
Para que me tirem o que estas palavras ainda não podem tirar, e façam com isso alguma coisa de transmissível.



Nada de nada. Intransmissível.

quarta-feira, julho 04, 2007

Inacabado

Somos Deuses.
Tu és, com certeza!
Feita toda dessa matéria vítrea, de cristal negro, brilhante e oculto como o mar reflectindo a noite.
O tempo passou; e então?
Deus de outra coisa qualquer, talvez. Talvez outro deus da mesma coisa?
Mas sempre deus.
E com a mesma perplexidade com que via a indiferença com que os olhavas, com que (não) lhes tocavas, com as tuas mãos e lábios imateriais... olho agora a tua queda, do rés-do-chão para o 10º andar, num triplo mortal encarpado, os olhos esbugalhados de medo, mas cada vez mais alto.



26/05/07

terça-feira, julho 03, 2007

"O homem dos óculos escuros riscou o fósforo e colocou a chama violácea à ponta do cigarro. Aspirou forte e uma nuvem acinzentada ergueu-se do rosto, devagar, fantasmagórica. O homem percorreu a rua com o olhar azul e apreciou a placidez daquele recanto aprazível."
in A fórmula de Deus
(José Rodrigues dos Santos)

... Por amor de Deus, qual é a necessidade de tamanho uso e abuso de vocabulário extensamente rodopiante, forçadamente organizado em tais perfeitas frases perifrásicas e redundantes?

Isto é uma auto-proclamação de cultura ou estamos a reinventar o Barroco?



Just a thought...

sexta-feira, junho 29, 2007

Insónias?

Fujo delas como o Diabo da Cruz!
Só mais uma página, mais um filme, mais um episódio...
Só mais cinco minutos antes de mergulhar e me afogar invariávelmente em ondas altíssimas de mim, em marés que me arrastam para continentes desconhecidos, cheios de insectos portadores de protozoários letais.
Tenho febre, mas a doença já é crónica. Tentativas falhadas de regeneração culminam por fim em disforme fibrose generalizada, o parênquima totalmente inutilizado. Súbito choque tóxico; mau prognóstico.
No entanto, esta praia é tão bonita... e as minhas cartas para casa, escritas em momentos de lucidez entre golos de água salobra, são tão coerentes que chego a convencer-me, como todos os outros, que sonhei todos estes vómitos e tonturas e delírios.
Acordo à sombra, sem sede e sem febre.

terça-feira, junho 26, 2007

Equilibrismo

quinta-feira, junho 14, 2007

O potencial de acção mais curto significa um período refractário mais curto, que facilita a formação de...
Mas afinal quem era a primeira gaja morta? Ela morreu duas vezes?
... activação dos b-receptores aumenta a entrada de Ca++ extracelular...
Encontraste o quê, mesmo?
... ela também aumenta a força de contracção resultante.
Não era óbvio que tinhas de te perder para te encontrares?
... o que resulta numa activação da troponina maior do que o normal. (Hum? pois pois, óbvio que sim...)
Mas afinal a tia da gaja morreu ou não?
... geralmente são restritos ao nódulo sinoatrial, ao nódulo atrioventricular e aos átrios.
Não sejas idiota!



Nonsense(s). Plágio(s).

quinta-feira, maio 31, 2007

Borboletas incandescentes

Era uma vez uma traça, tão amarela e luzidia que se julgava um pirilampo.
Ora, como toda a gente sabe, as crianças gostam de correr pelos campos atrás dos pirilampos e com este não era diferente. E ele fugia e serpenteava no ar, feliz e contente por emanar luz própria como qualquer estrela.
Um dia, o pirilampo resolveu mudar de casa e, depois de muito procurar, encontrou um buraquinho num carvalho antigo numa floresta muito longe de casa, e mudou-se para lá.
Uma vez, estava o nosso amigo a esvoaçar alegremente pavoneando-se debaixo de uma macieira, quando vê de repente uma coisa muito rara numa floresta tão escura como aquela: dois focos de Luz.
Esquecendo completamente a sua posição de suposto pirilampo, e cedendo á condição natural de qualquer vulgar traça, o insecto precipita-se freneticamente em direcção ao primeiro foco.
Cada vez mais perto, e mais perto, e mais perto... até que, com os olhinhos já adaptados à luminosidade intensa, distingue os contornos de uma borboleta por entre a luz. Uma borboleta incandescente, do tipo que não se deixa ver muitas vezes... Nisto, a borboleta apercebe-se também da aproximação do nosso insecto luzidio, que, reflectindo sua própria luz, lhe aparece como uma esfera de fogo. Ora, conhecedora da sua condição de borboleta, e receosa de se extinguir nas chamas inebriantes como tantas outras antes dela, a borboleta rapidamente se põe a fugir da pequena traça, de tal modo que nunca mais ninguém a viu.
A traça, por sua vez, desinteressada por ver que se tratava apenas de uma borboleta, volta para trás lembrando-se da outra Luz, esperançosa que esta seja algo mais.
Nesse dia viu-a apenas ao longe, na orla da floresta, desvanecendo-se já aos seus olhinhos de traça, mas desse dia em diante todas as noites a tem procurado incansavelmente, numa esperança suicida de que não seja apenas outra borboleta incandescente, mas sim a chama de uma qualquer tocha contra a qual se possa lançar.

segunda-feira, maio 28, 2007

Um dia vou ter que descobrir o que fazer com todos estes meus códigos e chaves e mapas, dentro e fora de todas estas caixas, reais, imaginárias, públicas, privadas e assim-assim.

Dada a inutilidade de todo este nada a pergunta "o que é que faço com isto?" torna-se pertinente.



Puzzled

quinta-feira, maio 24, 2007

Multiplicidades

Alter-ego. Alter-egos.

Facetas. Heterónimos.

O bem e o mal.

Duplicidades.

Escuro e claro... de repente, qual é qual?

O mais escuro de antes é o mais claro de agora?

domingo, maio 20, 2007

Unknown


Praia de Faro, Abril de 2007