sábado, julho 12, 2014

Do you wanna build a snowman?

(it doesn't have to be a snowman...)

segunda-feira, junho 30, 2014

terça-feira, junho 24, 2014

Waking up empty

All day I chased oblivion, all night I chased you. There was my cat and there were your kittens, there was a bunch of crazy people. I finally found you and your face looked different, but I knew better than to trust that. I trusted my gut and it led me nowhere, you still thought you were someone else. A thousand adventures through apocalypse, the feverish world exploding with detail - stories crossing, people passing... A few times we met, a few times we split, and when I thought it all was over... a door woke me up. How silly, I thought, it was so predictable - but still my mind has an odd way of thinking.

terça-feira, junho 10, 2014

Why do I have to be crazy?

I pretend I don't care, but I pretend really badly.
I would like to propose we kill all those who damaged us. Who am I kidding? I'd forgive everyone in a split second. Do I cry so others know they hurt me? Do I cry because I need to? Do I cry because I'm crazy? This mess is killing me, this mess is drowning me; am I drowning myself? How do I stop this? Fuuuuck, I don't want to be here again. Could I find another shoe that fit if I needed to? Could I live barefoot forever? Everything is going to be ok, everything is going to be ok, everything is going to be ok. Nest-egg progress: 95%. Exam progress: 39%? Total progress: How the hell do I calculate that?! I hate this city, I hate the traffic, I hate the stressful speed, I hate everything. I miss having a home. I miss being really tiny and really smart and really loved. I miss not knowing the world was going to hate me since the day I put my foot outside my front door and into the evil social mess that is the world. I miss believing in myself. How did I go from "overachiever" to desperate housewife? How did I go from A+ to F-? How did I go from popular highschool girl to fat college failure? Why was I born with a "mess with me" sign on my forehead? Always scared of everyone, of everything, always on the sideline? It's going to get better, the cliché says. Is it? Ever? How? I've been here before, I know there's a light at the end of the tunnel and everything... just not a very bright light.

sábado, junho 07, 2014

Tempo

Às vezes não há tempo. Não há tempo para um abraço, para um beijo, para um toque, para um olhar sequer. Às vezes não há tempo para se ser feliz. Às vezes não há tempo para se fazer alguém feliz. Às vezes há dias que não existem, nunca aconteceram, não sabemos para onde foram, escorrem pelo meio dos dedos e nem os tentamos agarrar porque não existem. São dias translúcidos, em que os pratos têm reflexos estranhos e os desenhos dos azulejos e as rachas das paredes nos entram pelos olhos dentro como se tivessem significado. Como se fossem interessantes ou de alguma forma contivessem respostas. Os azulejos de cabanas parecem-me sempre ter desenhos de patos azuis e amarelos em dias destes. O requiem do Labirinto do Fauno toca de fundo. A Sofia morreu outra vez.
Vou mesmo fazer outro post destes?

Inception

What is the most resilient parasite? Bacteria? A virus? An intestinal worm? An idea. Resilient... highly contagious. Once an idea has taken hold of the brain it's almost impossible to eradicate. An idea that is fully formed - fully understood - that sticks; right in there somewhere.


I'm going to improvise. Listen, there's something you should know about me... about inception. An idea is like a virus, resilient, highly contagious. The smallest seed of an idea can grow. It can grow to define or destroy you.

sexta-feira, maio 02, 2014

Prejudice

It's in the color of your skin and in the length of your skirt.
It's in the money you make and in how you spend it.
It's in the doctor you see and in the drugs you take.
It's in the country you're from and in the people you love.
It's in the god you choose and in the one you don't.
It's in their eyes and in your own.
It's in your mind and nowhere else.



"We should therefore claim, in the name of tolerance, the right not to tolerate the intolerant." - Karl Popper

domingo, dezembro 01, 2013

A Crise e o Peter Pan

Os desenhos animados bem avisavam que andavam aí vilões a querer roubar o Natal.

domingo, julho 21, 2013

When am I ever going to going to grow up (or down) to be able to act the age I actually am?

sábado, junho 29, 2013

Paris

Fala-se tanto de Paris, eu nunca adorei Paris. Talvez não tenha sido suficientemente feliz das vezes que lá estive. Da primeira deram-me uma casinha de polly pockets e cortaram-me o cabelo. Da segunda preferia ter ficado em casa e ido sair com os meus amigos, em vez de ser uma menina bem comportada e jogar jogos de palavras no carro durante horas intermináveis com os pais e um miúdo pequeno. E sem telemóvel.

A casa do meu avô era pequenina, escura, tinha uma cabine de duche funda como uma banheira e a sala tinha uma janela que dava para a entrada do prédio, para controlar quem entrava e saía. Nós dormimos no sótão do prédio, numas arrecadações ou coisa parecida que faziam de quartos para alugar a imigrantes. Era escuro e metia medo. Num dia fomos à Disneyland, outro à torre Eiffel, e num deles fomos a casa de uma senhora que devia ser da família, usava imenso perfume e nos ofereceu chá demasiado doce em chávenas brancas e douradas. Era simpática, falava muito e chamava chérie a toda a gente. 

Lembro-me sempre de pensar onde andavam escondidos os parisienses todos, porque só via pessoas sem ar de serem de lá.
E dos prédios serem baixos e as ruas cinzentas claras, com muitas àrvores e muitos cães. Aliás foi por isso que me lembrei. Vi uma fotografia de Paris, que não era da torre Eiffel, nem das galerias Lafayette, nem dos Champs Élysées; era de uma rua normal, com prédios baixos e pedras cinzentas e àrvores. E de repente cheirou-me a Paris. À casa e ao rio e a algodão doce e ao perfume da senhora e acima de tudo àquele cheiro próprio que cada cidade tem e de que eu já não me lembrava. 

sexta-feira, junho 28, 2013

the iguana will bite those who do not dream


- in Waking Life

Calor

Na última semana de Junho de 1994 estava um calor abrasador, com noites como a de hoje.

Estou deitada no chão da sala, de janelas e portas abertas e parece-me que nunca estive mais confortável, com o calor a envolver-me e a brisa a correr entre janelas por cima de mim. Foi exactamente assim que dormimos nessa semana, no chão da sala por baixo da ventoinha de tecto, de janelas abertas, com o zum zum de uma mota na avenida de vez em quando. Excepção feita, claro está, à minha mãe que, adepta de colchões dignos desse nome e muito grávida, acabou sempre por ser a única a dormir na própria cama.

Em 1994 a Olá tinha gelados de iced tea lipton, a TVI passava desenhos animados bíblicos em vez da Casa dos Segredos e o Farense não só ainda pertencia à 1ª divisão como se qualificou para a taça UEFA. A internet era uma espécie de rede de partilha de documentos altamente obscura só para cientistas, o criador do Facebook ainda brincava com carrinhos e ninguém imaginava que vinha aí uma crise.

Não sei onde vamos estar daqui a outros 19 anos, mas desde que não seja na mesma acho que não me importo. A propósito, parabéns.

segunda-feira, maio 06, 2013

Filosofia suína

Há coisas que te mudam, que te torcem, que te matam. Ficas velho e nunca te esqueces. Ou será por nunca te esqueceres que ficas velho? Bem, ficas velho. Precisas de... sei lá. De um anti-rugas para a alma. Ainda não se fazem plásticas dessas? Gostava tanto de voltar a nascer, de nunca ter sido danificada por nada. De não achar que mereço tudo o que me foi acontecendo. Costuma-se dizer que se deixaste, mereceste. A sério? O porco de onde veio a bifana que comi ao almoço mereceu? Qual era a alternativa do porco? Fazer bifanas de talhante? Se o fizesse deixava de ser abatido por ser nutritivo e passava a ser abatido por ser perigoso. Conclusão, o porco nasceu porco, e daí ia sempre foder-se, não havia nada que pudesse fazer para o evitar.


Há dias em que só digo porcarias.

quarta-feira, junho 20, 2012

Uma mulher nunca pergunta o caminho

Gostava de escrever sempre coisas bonitas e relevantes, mas isso exige um estado de espírito muito particular, e eu hoje não estou aqui.
Gostava de estar sempre comigo, mas hoje não estou.
Gostava de ir para casa, mas hoje não sei onde fica.
Podia escrever outra coisa bonita cheia de metáforas sobre protozoários e tecidos fibrosados (assim), mas hoje não me apetece. Hoje não dá. Hoje não quero. Hoje não sei de nada. Hoje só quero ir para casa.
O problema dos nómadas é esse, as raízes levantam-se-lhes com muita facilidade, as tendas voam e os camelos fogem. Quero ir para casa. E que esteja sol, e que não haja malária.
Hoje não estou aqui, não vale a pena baterem à porta que não estou aqui. Ou então batam na mesma, e se eu abrir, agarrem-me e não me deixem fugir, que eu tenho umas contas a acertar comigo.

quarta-feira, junho 13, 2012

Os nomes das coisas

Comunicação.
Quando se fala em comunicação pensamos em escrever, em falar, em discussões por falta de comunicação, em comunicação social, e se tivermos imaginação ainda pensamos em comunicação gestual, braile e várias línguas, reflectimos que em todas as culturas humanas existe comunicação.
Sim senhor, mas quem disse que a comunicação tem que ser entre mais que uma pessoa? No liceu, em Filosofia, aprendia-se que a capacidade de ter pensamentos e reacções mediatas é o que nos distingue dos outros animais, e que esta capacidade vem do facto de termos conceitos. Como temos conceitos (linguagem), podemos formar pensamentos e raciocínios e desta forma compreender coisas por nós próprios. Então pensar é como que comunicar sozinhos utilizando conceitos pré-adquiridos. Por outro lado é-nos muito complicado compreender um raciocínio quando nos falta um dos conceitos envolvidos. Agora imaginemos que não sabemos sequer que existe linguagem. Imaginemos que somos surdos e cegos de nascença. Imaginemos o caos da nossa própria mente e a incompreensão em relação às regras e vidas dos outros. Imaginemos o caos. E agora imaginemos que eventualmente alguém nos consegue fazer compreender a linguagem, e de repente, formando conceitos sabemos onde estamos, onde estivemos ontem, o que temos nas mãos e o que pensamos disso tudo. Uma parte muito grande da psicologia foca-se nisto, porque como seria possível compreender o mundo e a nós próprios sem saber os nomes das coisas?



"w-a-t-e-r. It has a name!" - The Miracle Worker

Glass

"Ma petite Amélie, vous n'avez pas des os en verre. Vous pouvez vous cogner à la vraie vie. Si vous laissez passer cette chance, alors avec le temps, c'est votre coeur qui va devenir aussi sec et cassant que mon squelette. Alors, allez-y, nom d'un chien!"l'homme de verre - Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

Glasses

Costumam perguntar-me se nunca me canso de metáforas. Não, nunca. O problema é quando elas se cansam de mim. Precisava de umas lentes de metáfora cor-de-rosa (ou de outra cor qualquer) pelas quais ler este capítulo, mas não as encontro. Na verdade até era melhor que fossem escuras, a verdade às vezes queima, faz arder os olhos. Eu tenho uns olhos muito sensíveis.


Diz-se que a verdade (ou era a beleza?) está nos olhos de quêm vê. O que é que acontece se "quem vê" mudar de óculos? A verdade muda? A verdade não muda. As nossas verdades é que mudam, e a verdade é que isso é muito mais relevante do que A verdade. É pena que eu não tenha mudado de óculos também... se calhar está na altura de fazer Lasik.



I am what you see when I think you're not looking.